Nova York implementa sistema obrigatório de rastreamento de desperdício de alimentos para grandes restaurantes.
A cidade de Nova York implementou um programa inovador e obrigatório de rastreamento do desperdício de alimentos para restaurantes com faturamento anual superior a US$ 1 milhão, com o objetivo de reduzir o desperdício de alimentos da cidade em 30% até 2030. A iniciativa, que entrou em vigor em 1º de outubro de 2025, exige que os restaurantes participantes registrem diariamente o desperdício de alimentos — incluindo ingredientes não utilizados, produtos vencidos e sobras de clientes — em uma plataforma digital aprovada pela cidade.
De acordo com a regra, os restaurantes devem categorizar o lixo por tipo (por exemplo, frutas/verduras, carne, grãos) e peso, e enviar relatórios mensais ao Departamento de Saneamento da Cidade de Nova York (DSNY). O DSNY usará os dados para identificar pontos críticos de desperdício e oferecer orientações personalizadas, como ajustar os pedidos de ingredientes ou reformular o tamanho das porções. Restaurantes que não cumprirem a regra estão sujeitos a multas que variam de
200 a
1.000 por infração.
Os donos de restaurantes locais têm reações diversas. Maria Lopez, proprietária de um bistrô italiano no centro da cidade, disse: “No início, parecia trabalho extra, mas depois de um mês, percebemos que estávamos pedindo tomates em 20% a mais. Já reduzimos custos e desperdícios.” No entanto, John Chen, que administra um movimentado restaurante de dim sum em Chinatown, expressou preocupação: “Equipes pequenas como a nossa têm dificuldade em encontrar tempo para o registro diário. Precisamos de mais apoio com treinamento.”
Para facilitar a implementação, a cidade firmou parcerias com empresas de tecnologia para fornecer acesso gratuito a aplicativos de rastreamento fáceis de usar e realizou mais de 50 workshops para funcionários de restaurantes. Os primeiros dados mostram resultados promissores: nos dois primeiros meses, 78% dos restaurantes participantes reduziram o desperdício de alimentos em uma média de 12%.
A comissária do DSNY, Laura Torres, enfatizou: “Não se trata apenas de punição, mas sim de construir um sistema alimentar mais sustentável. Quando os restaurantes desperdiçam menos, economizam dinheiro e nós reduzimos as emissões de metano dos aterros sanitários.” O programa será expandido para restaurantes menores (com faturamento...)
500 mil –
1 milhão) em 2026, marcando um passo fundamental na luta de Nova York contra o desperdício de alimentos.










